Monday, April 25, 2011

O uso do vídeo para reinventar a educação e a diferença entre vencer e o sucesso


De vez em quando assisto a palestras sobre educação na rede e algumas me chamam atenção.
Hoje gostaria de compartilhar duas palestras do TED.
A primeira, com Salman Khan - “Vamos usar o vídeo para reinventar a educação” , onde ele traz inúmeras possibilidades para o aluno e para o professor. Já imaginaram uma inversão do sistema de ensino?. Quem imaginaria ter aula em casa e fazer o dever de casa em sala de aula....
A segunda, com o treinador John Wooden (UCLA), “A diferença entre vencer e o sucesso”, onde o treinador dá diversos conselhos aos seus jogadores redefinindo o sucesso e mostrando que devemos buscar o melhor dentro de cada um de nós.

Para acessar os vídeos é só clicar nos títulos das palestras acima citados (em azul) que o leitor será redirecionado aos mesmos.

Friday, February 25, 2011

Competição internacional (on-line) de matemática e ortografia

Como em todos os anos, nosso colégio toma parte da competição internacional on-line de matemática "World Maths Day".
Este ano também temos a opção de uma competição de ortografia (Inglês)  "World Spelling Day".
Qualquer criança ou adolescente (4 a 18 anos) de qualquer país pode participar do programa e a participação pode ser através do colégio ou de forma individual.
Para participar as crianças devem ser inscritas no site. 
Após a inscrição, elas poderão praticar até o dia da competição.
A competição de matemática será no dia 1 de março e a competição de ortografia, dia 3 de março.
As inscrições (no site) estarão abertas até dia 28 de fevereiro.
Para acessar os sites cliquem abaixo:
World Spelling day
World Maths day

Sunday, February 6, 2011

Palestra do TED de Kiran Bedi com legendas em português


Prometi avisar e aqui estou.
A palestra foi legendada para o português.
Podem acessá-la  através do vídeo no post “transformando vidas através dos bons exemplos” ou clicando aqui



Thursday, December 23, 2010

Tranformando vidas através dos bons exemplos

Recomendo hoje 2 livros. Um para ser lido a jovens que não tem hábito de ler e outro como fonte de inspiração para que possamos transformar também o sistema penitenciário num centro educacional, restaurador.

“Sonhe Alto” do Dr. Ben Carson

Há alguns anos atrás, o livro me foi recomendado por um empresário que conheci na net e após a leitura fiquei tão maravilhada que sempre o mencionei como uma fonte transformadora.
Mês passado recebi uma ótima notícia que gostaria de compatilhar com todos os leitores. Um amigo resolveu levar a leitura do livro para um grupo de jovens adolescentes que moram em bairros de extrema violência, os quais não tinham o hábito de ler.
Ao passo que ia lendo para os jovens, ia me informando (de vez em quando) como os jovens estavam reagindo. Desta maneira pude acompanhar um pouco o processo.
Não irei citar nomes, apenas irei informar o pouco que sei.
Os jovens a princípio começaram a se identificar com a biografia do Dr. Ben Carson e começaram a se interessar pela sua história.
Com o desenvolver da leitura, algumas mães também pediram para ler o livro (após o término da leitura para os jovens). Mas o melhor veio de supetão.
Numa das reuniões, uma das mães contou que sua filha começara a ler e ela (a mãe) então começou a lhe comprar livros. E a moça passou a ler todos os livros que sua mãe passou a lhe trazer.
Quanto aos outros jovens ainda  não sabemos ao certo como o livro influenciará as suas vidas, mas continuaremos trazendo os bons exemplos para que eles possam saber que é possível reverter o quadro em que se encontram.


“It’s always possible” (traduzindo: É sempre possível) de Kiran Bedi

Kiran Bedi tem uma vida surpreendente. Ela dirigiu umas das prisões mais difíceis da Índia, "Tihar Prison".
Sem recursos do governo, contando apenas com  voluntários, converteu a prisão num centro de aprendizagem e meditação.
É um exemplo para aqueles que pensam que as coisas não são possíveis e que uma andorinha não faz verão.
Lamentavelmente o livro e a palestra (segue abaixo) ainda não foram traduzidos para o português, mas a palestra foi traduzida para o espanhol que não deixa de ser o idioma mais próximo do português .
Caso alguém decida traduzir para o português, lhes avisarei.
Para acionar as legendas do vídeo, por favor cliquem em “view subtitles” e escolham o idioma.


Para os leitores que entendem inglês, existe um filme/docmentário sobre sua vida chamado  “Yes Madam, Sir”. Não consegui achar em lugar algum. Se alguém souber onde encontrá-lo por favor nos informe.

O trailer se encontra no youtube (nos links abaixo).



Deixo aqui também um link para uma entrevista com Kiran Bedi sobre as qualidades que fazem alguém alcançar o impossível. (em inglês)


Para finalizar o post, deixo as palavras de Kiran Bedi (herança de seus pais):

“A vida se encontra num declive. Ou você sobe ou você desce.”

“100 coisas acontecem na sua vida, boas ou ruins. Destas 100, 90 são sua própria criação. As boas
 são sua criação, aproveite-as. Se são ruins, são sua criação; aprenda com elas.
10 são produto da natureza, e não se pode fazer nada; como a morte de um familiar,  um ciclone ou um terremoto. Não se pode fazer nada a respeito, a não ser responder à situação. Mas esta resposta sai destes 90 pontos.” 

Feliz natal para quem comemora e um maravilhoso 2011.






Tuesday, December 21, 2010

Potencial dos estudantes, aprendizado e erros

Compartilhando mais uma excelente palestra do TED para quem ainda não a ouviu.
Diana Laufenberg: Como aprender? Com os erros (com legendas em português).
Relembrando que para acionar as legendas em português por favor cliquem em "view subtitles" e escolha o português quando abrir a janelinha.



Aproveito para agradecer ao canal TED e seus tradutores por nos proporcionar maravilhosas palestras e os meios para compatilhá-las com o mundo.

Sunday, December 19, 2010

Educação para a paz

Em ritmo de fim de ano, onde todos nós costumamos desejar aos amigos e familiares um ano próspero de muita saúde, paz e amor, gostaria de trazer um tópico que urge a nível mundial.
A internet se provou um excelente meio para se passar informações, conhecimento e debater assuntos diversos, porém também abriu as portas para o mundo virtual do ódio, da desinformação, discriminação, desrespeito ao ser humano e suas obras e da agressão verbal.
Nestas últimas semanas meus olhos se fecharam ao presenciar agressões verbais a crianças, no caso, a minha filha de 11 anos que tentou apaziguar dois adolescentes que estavam por começar uma briga virtual por intolerância religiosa.
Depois de agredida, sugeriu a criação de “uma outra forma de pensamento, "parecido com religião” (este foi o termo que ela empregou) onde as pessoas pudessem seguir certas regras para um possível entendimento.
A resposta foi negativa. Alguns até pensaram que ela estava tentando criar uma outra religião sem D’us. Certamente não era este o intuito.
Sua intenção era criar um denominador comum para que as pessoas pudessem trabalhar juntas deixando as diferenças de lado, afinal o forum era sobre leitura e escrita.
Aproveitei o ocorrido para lhe mostrar uma palestra de William Ury relacionada a um evento do qual ela havia tomado parte.
Decidimos deixar o link para a palestra como um pequeno exemplo.
Silêncio foi a resposta.
Fiquei pensativa.
Me lembrei então das palavras do falecido primeiro ministro de Israel, Yitzhak Rabin (que D’us o tenha): “Precisamos pensar diferente, olhar para as coisas de forma diferente. A paz requer um mundo de novos conceitos, novas definições”.
E é com este pensamento que gostaria de compartilhar aqui duas palestras do TED (independente de qualquer crença ou da "descrença") que ao meu ver poderão servir de base para se trabalhar a intolerância religiosa, racial, etc...

Karen Armstrong faz o seu desejo: A carta para a compaixão



A carta pela Compaixão (em português) se encontra neste link:

http://www.charterforcompassion.org/docs/cfc_dl_portugese.pdf


William Ury: O caminho entre o "não" e o "sim"



Aproveito para mostrar o que tem sido feito aqui com relação a este assunto.
Mês passado nosso colégio participou de um encontro entre as 3 religiões monoteístas chamado “Abraam’s tent (tenda de Abraão)”.
Lamentavelmente não posso postar as fotos das crianças publicamente sem a permissão dos pais, mas posso mostrar uma das atividades do evento.
A árvore da paz, onde cada criança e seus familiares deixaram suas marcas e posteriormente seus nomes.
A foto foi tirada no começo da atividade e por isso não aparecem todas as mãos.
Mas acreditem, a árvore ficou linda, cheia de mãos e nomes e com ela a minha esperança de que estas crianças possam viver num mundo de paz e harmonia tanto real quanto virtual.


Aproveito a oportunidade para deixar meus votos de feliz natal para quem o celebra e um ano novo de muita paz, saúde e harmonia.
Um abraço fraterno a todos vocês.

A propósito, sugiro aos leitores deste blog que leiam também o outro blog sobre responsabilidade social nas escolas, pois os assuntos estão interligados.

Uma pequena nota: Me desculpem publicar novamente o post, mas é que me esqueci de informar que as legendas em português para os vídeos do TED aqui postados podem ser acionadas pressionando “view subtitles”. Uma janelinha se abrirá e o leitor poderá escolher seu idioma preferido.

Sunday, November 21, 2010

Tecnologia e aprendizado

Hoje estou aproveitando para compartilhar duas palestras do TED que assisti esta semana.
Para acionar as legendas (existem em vários idiomas, incluindo o português) é só clicar no “view subtitles” e escolher o idioma.

Prof. Sugata Mitra mostra como as crianças ensinam a si mesmas



Charles Leadbeater: Educação Inovadora nas favelas

Sunday, May 30, 2010

Não podemos esperar 100 anos, diz Shakira


Discurso de Shakira no "Oxford Union" (legendas em espanhol)

Thursday, December 28, 2006

Programa para melhorar a educação no Brasil

Com base em minha experiência como mãe-voluntária na Austrália, tomei a liberdade de sugerir um programa para melhorar a educação no Brasil.

Segue abaixo o programa em sua íntegra, com meus comentários em vermelho.




Investindo em leitura, cidadania e meio ambiente


O programa consiste em:



Criar mini-bibliotecas em salas de aula para que cada aluno (desde o CA até a 5ª/6ª. série) possa escolher livros diariamente para serem lidos em casa de acordo com seu interesse e nível a ser estipulado por seu professor, dando maior ênfase a leitura.

Incentivar a leitura através de prêmio/incentivo (medalha ou certificado).

Promover um maior envolvimento por parte das escolas/alunos na área social e em assuntos relacionados ao meio ambiente.


Objetivos:

Incentivar e fazer com que a criança tome gosto pela leitura de forma que isto se torne um hábito.

Ensinar desde pequeno a responsabilidade que temos com os menos privilegiados.

Criar uma consciência voltada à conservação e preservação do meio ambiente desde cedo.



Justificativa:

Apesar de existirem ou se criarem bibliotecas, os alunos em geral lêem muito pouco.
Segundo informações de pedagogos, muitas crianças chegam a 3ª. série sem
saber ler direito e também não compreendem o que estão lendo.


No setor social, nem todas as escolas promovem ações sociais ou incluem deficientes ou doentes em seu programa. Isto deveria se tornar uma prática em todos os colégios e também ajudaria a diminuir preconceitos quanto a estes grupos.

Devemos educar nossas crianças desde cedo para que possamos conservar e preservar nosso meio ambiente, bem como incentivar a busca de soluções para os problemas existentes.

Obs.: Este programa já existe e funciona em vários colégios do Sul da Austrália.



Investindo em leitura

Após a criação das mini-bibliotecas, os alunos deverão trazer 1-2 livros do colégio todos os dias para serem lidos em casa de acordo com seu interesse e nível a ser estipulado por seu professor.
No dia seguinte os livros que foram lidos deverão ser devolvidos e trocados por outros, proporcionando desta forma um rodízio de livros entre os alunos e permitindo um progresso individual.
Os livros deverão ser acompanhados de uma cartela, onde o pai(mãe) da criança deverá escrever o título do livro que a criança leu ou está lendo e a página onde se encontra, junto com seus comentários (ex.: não gostou do livro, difícil demais, tem medo do assunto, etc...) para ajudar o professor.
A intenção deste programa é incentivar o aluno a ler e tomar gosto pela leitura.
O aluno que estiver cansado não deverá ser obrigado a ler já que esta rotina se realizará todos os dias.
Nada deverá ser feito a força.
O trabalho em casa deverá ser feito juntamente com os pais ou irmãos mais velhos e
a recomendação é de 10 minutos de leitura (CA/1ª. série fundamental). Se a criança quiser ler mais, então ela poderá seguir lendo.
Quando as crianças começarem a ler livros mais adiantados ou de capítulos, elas provavelmente deverão estar lendo de 2 a 4 livros por semana, isto é; elas continuarão levando 1-2 livros para casa , mas lerão um pouco a cada dia de acordo com o seu ritmo de leitura.
Se a criança não gostar do livro, não se deve obrigá-la a ler. Ela deverá trocá-lo no dia seguinte.
Se o aluno desejar ler algum livro que tenha em sua casa, deverá trazê-lo para o professor, para que este veja se está de acordo com o seu nível. Em caso afirmativo, poderá ler.
O trabalho em sala de aula deverá ser feito em torno de textos curtos e não necessariamente com base nos livros lidos em casa.
O professor deverá fazer uma pequena avaliação semanal para poder estipular
o avanço para outro nível.

Só para se ter uma idéia, minha filha desde que entrou para o CA (aqui na Austrália se dá com 5 anos) até o presente momento (ela está terminando a 2ª. série fundamental), já leu mais de 300 livros para o colégio e continua lendo num ritmo de 2-4 livros por semana (livro de capítulos – 90 -120 págs.).

No colégio de minha filha existe uma biblioteca, mas os professores toda semana trazem livros da biblioteca do colégio para as “mini-bibliotecas” em salas de aula e logo quando a criança chega à sala de aula, ela troca o livro para ser levado para casa e lido.
Isto é feito diariamente.
Os livros são escolhidos pela própria criança e não pelo professor, portanto, a criança começa a tomar gosto pela leitura desde cedo, aprende a escolher seus livros, e cria-se o hábito de ler.

Obs.: Para os que se interessam por métodos de ensino, posso dizer que muitos (não todos) dos livros usados para alfabetização e para 1ª./2ª. séries são livros pertencentes ao programa “Reading Recovery” criado por Marie Clay (Nova Zelândia) que foi desenvolvido para crianças com dificuldades de aprendizado. Para conhecer o método de ensino, veja o link abaixo (está em inglês.)

http://www.readingrecovery.org/reading_recovery/facts/index.asp


No colégio de minha filha e em outros, não se segue este método de ensino, porém usam os respectivos livros e outros, para alfabetizar e para leitura.

Vou salientar que a carga horária aqui nos colégios é de: 8:30/ 8:45 hs. às 15:00/15:30 hs. e minha filha ama tanto o colégio que sempre pede para ficar mais tempo para as atividades extra-curriculares e portanto, chega em casa muitas vezes às 17:30 hs. Ela lê praticamente todos os dias (um pouco), toca violino , faz dever de casa de matemática e outros e é uma criança feliz.
A recomendação para o CA e 1ª. série do nível fundamental é de 10-15 minutos de trabalho em casa. Minha filha já está na 2ª. série fundamental e tem mais trabalhos.



Existe um programa anual de incentivo a leitura chamado “Premier Reading Challenge” onde são distribuídas medalhas ou certificados pelo governador ao aluno que ler pelo menos 12 livros da lista de livros (que ele estipula para cada série) num determinado período.
Para o primeiro ano de participação, ganha-se um certificado.
Para o segundo ano de participação, ganha-se uma medalha de bronze
No terceiro ano, uma medalha de prata e no quarto ano, uma medalha de ouro.
Só participa quem quiser.

Segue o link com as explicações em inglês.

http://www.premiersreadingchallenge.sa.edu.au/prc/pages/books/HOMEpage/

Segue um link atual referente a trazer os livros para as pessoas (está em português):

http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1337786-3586-572460,00.html


Sustentação das mini-bibliotecas e outras necessidades da escola

Na Austrália existem vários programas para se angariar dinheiro para a melhoria da educação e para a compra de equipamentos para a escola Estes programas são denominados de “School fundraiser” e envolvem alunos, pais, empresas, indústrias e professores.

Estou descrevendo alguns que acredito serem viáveis no Brasil.

1 – Venda de produtos através da escola em troca de uma boa educação

A escola serve de mediadora entre a empresa e o aluno.

A empresa liga para a escola (ou vice e versa) e oferece um produto para que a escola venda ao aluno.

Existe aqui um conselho de pais. Estes se encarregam de avaliar os produtos, a viabilidade da venda para os alunos e o retorno para a escola.

Se o produto é aprovado, então se lança uma campanha para que os alunos, familiares e amigos comprem os produtos. Os produtos são oferecidos ao colégio muitas vezes diretamente da empresa ou da indústria. Sendo assim, eles "vendem" ao colégio e o colégio os revende, sendo que o preço final é abaixo do preço encontrado nas lojas.A empresa sai ganhando e o colégio também. O que vender é lucro. O que não é vendido é devolvido à empresa. Ninguém sai perdendo.O dono da loja também não sai perdendo porque isto não se dá todos os dias. Isto se dá 4 vezes ao ano (4 produtos diferentes) e não são todos os colégios que comprarão os mesmos produtos.Os produtos que a escola vende dependem do poder aquisitivo dos alunos (família).Outras empresas dão percentagem de vendas a escola por fazer a propaganda e vender seus produtos.

O dinheiro arrecadado com este programa serve para comprar livros para a biblioteca, equipamentos e outras necessidades para o colégio.
Não é uma quantia exorbitante e portanto está isenta de imposto.
Este dinheiro é depositado numa conta separada e não está ligado ao colégio.Tudo é registrado como num livro (diário) e o dinheiro geralmente é logo aproveitado, assim que os alunos e famílias vêem para onde está indo.
A quantia arrecadada é infomada num boletim informativo do colégio e todos os alunos tomam conhecimento da quantia arrecadada e para onde foi utilizado o dinheiro.
Os pais trabalham junto com os professores e alunos para saber o que o colégio necessita. Este dinheiro não passa pela mão do diretor.A compra do produto NÃO É OBRIGATÓRIA, assim que quem não quiser não tem que comprar.
Como os produtos são de interesse da população, então as famílias tem interesse em comprar, já que são um pouco mais baratos do que os do mercado.Todos saem ganhando. Os colégios, as empresas e a população.

Algumas empresas oferecem a margem de lucro para o colégio, com tabelas e tudo.
Os colégios particulares trabalham com produtos mais caros e às vezes mais
sofisticados; os da rede pública dependendo da área, trabalham mais com produtos básicos e alimentação).

Obs.: O intuito deste programa não é comercializar a escola e sim prover material, equipamentos e livros. Isto aqui se dá 4 vezes ao ano , uma vez a cada trimestre.

Aqui se encontram alguns links sobre o programa de “fundraise”. Estão em inglês.
http://www.expressions.com.au/

http://www.fundraysia.com.au/

Segue aqui também o “site” de regulamentos do governo australianao com relação às companhias que podem participar deste programa. Está também em inglês.
http://www.asic.gov.au/asic/asic_polprac.nsf/byheadline/Raising+funds+in+Australia?openDocument#which_companies



2 – Leilões

Os colégios (pais de alunos) procuram empresas que estejam dispostas a doar ou venderem seus produtos a um preço mínimo (eletrodomésticos, material elétrico, equipamentos, livros e etc..) Os produtos são leiloados e o que não é vendido é devolvido às empresas.


3 – Rifas


4 – Doação de livros

A escola promove aniversários de alunos no colégio em troca de um livro para a biblioteca do seu próprio colégio e escreve – “Este livro foi doado por…”. Isto incentiva a criança a escolher o livro e a ajudar seu colégio.
Em lugares onde os alunos não podem fazê-lo, sugiro que se faça uma campanha para doação, fora do colégio.


5 - bazares

Famílias doam ao colégio tudo o que não desejam. Qualquer coisa que esteja em bom estado e que não se utilize mais em casa. Copos, pratos, despertadores, brinquedos, bonecos, eletrodomésticos (que funcionam), roupa de cama, cortinas, computadores, peças de qualquer coisa, maçanetas, bicicletas usadas, revistas, móveis usados, livros antigos, quadros, DVD’s, VHS, CD’s, enfim, tudo o que se possa imaginar. Isto se dá uma vez por ano. Tudo é vendido por um preço bem razoável assim que a população de baixa renda tem também interesse especial nestes produtos. O dinheiro arrecadado é aproveitado para as necessidades da escola (livros, equipamentos e outras necessidades do colégio).


6 - Eventos

Ex.: A escola promove um filme de cinema ao público e aos alunos, onde o colégio ganha uma percentagem por cada ingresso vendido.

7 - Reciclagem de latas e garrafas

Os alunos juntam latas e garrafas durante uma semana (uma vez por ano) e trazem ao colégio para serem enviadas a um depósito de reciclagem que os reembolsam.
O dinheiro proveniente deste programa é utilizado em benefício das crianças (compra de jogos, livros e revistas para a biblioteca do colégio).

Obs.: Existe um programa do mesmo gênero coordenado pelas igrejas, onde os adolescentes recolhem latas das casas uma vez por ano para que o dinheiro arrecadado seja revertido em favor dos menos favorecidos.
Eles enviam um aviso (uma semana antes) a todos e depois fazem a coleta no dia marcado.



Investindo em cidadania – Responsabilidade social

Podemos utilizar os colégios (rede pública e particular) para beneficiar inúmeras pessoas e instituições incluindo a própria criança da seguinte maneira:


1 - Envolvendo os alunos em campanhas em prol dos menos favorecidos

Cada colégio e creche deveria se encarregar de fazer 2 campanhas por ano em PROL de uma instituição beneficente voltada à criança, através de doações ou prestação de serviços. Com isto, estaríamos beneficiando outras crianças e ensinando a nossos filhos o dever que temos de cuidar dos menos privilegiados.

Cada representante de sala se encarregaria de liderar o projeto, modelando assim a conscientização social a favor do próximo.


2 – Visita de deficientes (visão, audição, deficientes físicos e outros)

Visita de crianças deficientes a outras escolas ou vice-versa envolvendo um profissional que explicasse às crianças como é a vida do deficiente e elaborasse um trabalho em conjunto para o dia da visita.

No colégio de minha filha, as crianças também aprendem noções básicas da linguagem de sinais.

Obs.: Assim como em vários colégios se estuda inglês ou outro idioma, creio que a linguagem de sinais não é menos importante.



3 – Visita a hospitais.

Nos programas de excursão dos colégios devemos incluir sem dúvida uma visita por ano a um hospital (pode ser na área ortopédica) onde crianças aprenderiam sobre saúde e poderiam trocar idéias com os pacientes e um profissional.


Obs.: Apesar de existirem alguns programas no Brasil, onde o profissional vai a escola, e dá palestras sobre determinados assuntos ligados à saúde; a melhor forma de ensinar sobre responsabilidade social é mostrando a realidade; criando um ambiente onde a própria criança possa interagir com o doente ou deficiente. Saber da própria fonte sobre suas dificuldades e como ajudá-lo, além de evitar preconceitos para com os mesmos.
Isto aqui é feito com crianças maiores (a partir de 11 anos).


Em Curitiba- Paraná por exemplo existe um colégio que realiza este tipo de ação, mas não tenho conhecimento de outros. Veja a reportagem no link abaixo.

http://veja.abril.com.br/especiais/educacao_curitiba/p_062.html



4 – Promovendo o ensino da música

Introdução do ensino da música nas escolas, primeiramente sensibilizando o aluno com a exploração de elementos e objetos variados que produzem sons e atingindo um efetivo aprendizado de instrumentos musicais, permitindo assim a formação de grupos vocais, de instrumentos de corda, sopro e outros e 2 ou mais vezes por ano vamos levar alegria a alguma entidade (orfanato, asilos, etc...).

Devemos também entregar a essas crianças um certificado de agradecimento pelo trabalho comunitário.

Obs.: Acesse também o blog : http://www.responsabilidadesocialnasescolas.blogspot.com/
onde você poderá encontrar mais detalhadamente os programas referentes às áreas sociais.



Conscientização do meio ambiente

As crianças devem participar, desde cedo, de programas de conservação e preservação do meio ambiente.

Minha sugestão para esta área, é trazer os problemas existentes no Brasil para serem discutidos em salas de aula através de reportagens de jornais, revistas, excursões para locais onde haja poluição de rios, lagos, saneamento, animais em extinção, problemas com lixo incluindo visitas de observação a locais onde ocorre separação do lixo e empresas de tratamento do mesmo e etc...

Não podemos esquecer também de incentivar às crianças a buscarem soluções para estes problemas.

Ex.: Estão abolindo o conhecido saco de plástico na Austrália.
Algumas medidas tomadas:
Reciclagem
Reuso
Fabricação de sacos plásticos degradáveis a luz solar
Uso de sacolas de pano
Campanhas
Programas em colégios incluindo atividades, “dia da limpeza”, e etc...


Sites em inglês sobre meio ambiente.

http://www.abc.net.au/science/features/bags/

http://www.planetark.org/campaigns/

Programas para a escola, sobre o assunto. É só conferir: (Está em inglês)

http://www.cleanup.com.au/au/Kids/plastic-bgas-in-schools.html



Curiosidades :

Existe um programa na TV voltado às escolas com programas sobre ciências, área social, tecnologia e outros que podem ser aproveitados pelo professor em sala de aula – chama-se “School TV”.
Tem programação para professores e atividades para os alunos.
No link abaixo se pode conferir todos os programas (está em inglês):
http://abc.net.au/schoolstv/